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O CÂNCER

 

               Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas.

                   O que diferencia os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes (metástases). As células que constituem os animais

são formadas por três partes: a membrana celular, que é a parte mais externa; o citoplasma (o corpo da célula);

e o núcleo, que contêm os cromossomas, que, por sua vez, são compostos de genes. Os genes são arquivos que guardam e fornecem instruções para a organização das estruturas, formas e atividades das células no organismo.

Toda a informação genética encontra-se inscrita nos genes, numa "memória química" - o ácido desoxirribonucleico (DNA). É através do DNA que os cromossomas passam as informações para o funcionamento da célula.

                   Uma célula normal pode sofrer alterações no DNA dos genes. É o que chamamos mutação genética. As células cujo material genético foi alterado passam a receber instruções erradas para as suas atividades.

As alterações podem ocorrer em genes especiais, denominados protooncogenes, que a princípio são inativos em células normais.Quando ativados, os protooncogenes transformam-se em oncogenes, responsáveis pela malignização (cancerização) das células normais.Essas células diferentes são denominadas cancerosas.

 

CAUSAS


             As causas de câncer são variadas, podendo ser por fatores externos ou internos ao organismo. Os fatores externos relacionam-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de um ambiente social e cultural (substâncias químicas, irradiação e vírus). E internos, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. (hormônios, condições imunológicas e mutações genéticas).De todos os casos, 80% a 90% dos cânceres estão associados a fatores ambientais. Alguns deles são bem conhecidos: o cigarro pode causar câncer de pulmão, a exposição excessiva ao sol pode causar câncer de pele, e alguns vírus podem causar leucemia. Outros estão em estudo, como alguns componentes dos alimentos que ingerimos, e muitos são ainda completamente desconhecidos.

           

              O envelhecimento traz mudanças nas células que aumentam a sua suscetibilidade à transformação maligna. Isso, somado ao fato de as células das pessoas idosas terem sido expostas por mais tempo aos diferentes fatores de risco para câncer, explica em parte o porquê de o câncer ser mais frequente nesses indivíduos.Os fatores de risco ambientais de câncer são denominados cancerígenos ou carcinógenos. Esses fatores atuam alterando a estrutura genética (DNA) das células.


              O câncer é a 1ª causa de morte por doença na faixaetária de 5 a 19 anos. No entanto, se há 30 anos a chance de cura era de 15%, atualmente passa de 65%, podendo chegar a 85% em alguns casos, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Para este ano de 2014, o Inca estima que 576 mil novos casos de câncer possam ser diagnosticados. A incidência no mundo cresceu 20% na última década. Até 2030, estima-se 27 milhões de casos novos no planeta, dos quais dois terços surgirão nos países em desenvolvimento. No último ano, foram registrados 130 mil óbitos e estimados 470 mil casos novos de câncer no Brasil. Um volume maior do que o número de casos de Aids acumulados em 24 anos.

    

              A chegada de novas terapias, equipamentos e medicamentos mais o envelhecimento da população são apontados como fatores que terão grande impacto nos custos do tratamento do câncer nos próximos anos. Tanto para o setor público como para o segmento de saúde privada. A região sudeste concentra a população de maior risco no País para diferentes tipos de câncer associados a melhores condições socioeconômicas, desenvolvimento e à urbanização: próstata (88,06/100 mil), mama (71,18) e cólon e reto (22,67 homens; e 24,56 mulheres). Além disso, o tratamento é disperso por vários serviços espalhado não existindo no mesmo local nenhum centro de atendimento capaz de dar atendimento global ao paciente, obrigando-o a buscar, em diferentes locais, por seus próprios meios, os recursos assistenciais necessários ao seu tratamento. Com isso há a necessidade de se criar mais centro de apoio e combate ao câncer.

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Tipos de tratamentos


               O tratamento do câncer pode ser feito através de cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou transplante de medula óssea.Em muitos casos, é necessário combinar essas modalidades.


Radioterapia


               É um tratamento no qual se utilizam radiações para destruir um tumor ou impedir quesuas células aumentem.Estas radiações não são vistas e durante a aplicação o paciente não sente nada. A radioterapia pode

ser usada em combinação com a quimioterapia ou outros recursos usados no tratamento dos tumores.



Quimioterapia


              É um tipo de tratamento, em que se utilizam medicamentos para combater o câncer. Eles são aplicados, em sua maioria, na veia, podendo também ser dados por via oral, intramuscular, subcutânea, tópica e intratecal. Os medicamentos se misturam com o sangue e são levados a todas as partes do corpo, destruindo as células doentes que estão formando o tumor e impedindo, também, que elas se espalhem pelo corpo. Esta modalidade pode provocar algumas reações como queda de cabelo, vômitos e fraqueza.


Transplante de medula óssea


             É um tipo de tratamento proposto para algumas doenças malignas que afetam as células do sangue. Ele consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula.